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janeiro 9, 2020

Brasil e Chile: as parcerias promissoras de mercados em ascensão

Por admin

O Brasil é considerado um mercado promissor para o Chile. Dentre os principais produtos brasileiros exportados para o país vizinho estão, além de petróleo, carne, insumos industriais e equipamentos de transportes. Já do Chile para o Brasil entram o cobre, salmão, frutas e vinhos. Segundo dados da Câmara Brasileira de Comércio chilena, entidade com mais de 39 anos de funcionamento, entre 2009 a 2013 o fluxo bilateral de comercio registrou um aumento no intercâmbio comercial brasileiro de 65,3% saltando de US$ 5,3 bilhões para US$ 8,8 bilhões.

Para saber mais sobre a importância do comercio bilateral entre Brasil e Chile e as possibilidades de avanços entre Mercosul e Aliança do Pacifico, sobretudo em parcerias tecnológicas e de infraestrutura proporcionando maior desenvolvimento a região, a coluna Logística Portuária conversou com a ex-diretora da Câmara chileno-Brasileira de Comercio, a advogada Selma Nunes.

Na visão de Selma, o Brasil é um mercado com grande possibilidade de crescimento em diversos setores, por essa razão é extremamente atrativo para o empresariado chileno. “O Brasil vem se consolidando como o principal receptor dos investimentos diretos do Chile na América Latina em setores como indústria, serviços, energia, agropecuária e minérios”, revela.

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Acordo Comercial entre Brasil e Chile

Acordo Comercial entre Brasil e Chile

A advogada ressalta a participação dos estados nordestinos nesse processo de sinergia.

“A região Nordeste está inerida no comercio exterior, porém com um dinamismo aquém de suas capacidades em comparação com as demais regiões do Brasil. Foi diversificada a matriz produtiva dos estados da região, sobretudo no setor petroquímico, tendo como foco o mercado externo e isso foi fundamental para aprofundar a abertura com o mercado internacional.

Nesse contexto, com apoio governamental, em que as aberturas terminam por influenciar as regiões de maneira positiva impactando no comercio bilateral. Isso demonstra um avanço na América Latina”

Destaca e acrescenta:

“O Brasil é o quarto sócio comercial do Chile enquanto os investimentos estrangeiros no mundo”

Sobre a Aliança do Pacifico e o Mercosul, Selma Nunes faz uma avaliação crítica.

“Passaram-se 20 anos após a criação do Mercosul e os resultados não são muito convincentes. A abertura comercial em relação ao mundo não avança, as fronteiras permanecem fechadas, há protecionismo, problemas com encadeamento produtivo para os países menores que compõem o bloco. Por outro lado, o Chile tem um modelo de desenvolvimento com fronteiras abertas, livre comércio, apoio ao intercâmbio cultural e políticas mais liberais com fundos estruturais.

Dados governamentais apontam que o intercâmbio entre o Mercosul e Chile somaram ano passado US$ 16,6 bilhões, entretanto o comércio do Chile e os demais países da Aliança do Pacifico somou US$ 10 bilhões no mesmo período. A expectativa de se estreitar relações com os blocos é positiva e vantajosa para ambas as partes e poderia trazer um cenário mais relevante.

O Chile mostra interesse no diálogo e o Brasil, por sua vez, sinaliza com a possibilidade de livre comércio entre Chile, Colômbia e Peru”

Ainda sobre as vantagens que os países do Mercosul e Aliança do Pacifico poderiam obter de uma maior união entre os blocos, Selma destaca que Chile é uma porta aberta para os vizinhos latino-americanos.

“Devido à estabilidade do dólar, credibilidade institucional, políticas monetárias estáveis e sua geografia estratégica como plataforma para o Pacifico, tudo isso se mostra bastante alentador numa parceria estratégica, sem esquecer do corredor Bi oceânico Aconcágua – megaprojeto de grande importância que pretende unir os portos do Atlântico e do Pacifico, visando a facilitação das relações comerciais e o trânsito de pessoas. Tudo isso são expectativas positivas para a real integração da América Latina”